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Galo: Da saída pelos fundos ao sonho de voltar

Salários atrasados nas categorias de base, uma luta diária para conseguir realizar seu sonho e vestir a camisa do Atlético Mineiro. Durante 10 anos, Afonso Alves passou quase que despercebido pelo futebol brasileiro. O início foi duro. Grandalhão, um pouco desengonçado, mas com um faro de gol impressionante, Afonso foi receber sua primeira chance com o técnico Levir Culpi, mas as chances não foram muitas.

- Levir me deu a primeira oportunidade de jogar nos profissionais do Atlético. Mas joguei apenas seis partidas e não marquei nenhum gol – revelou Afonso.

Mas se o artilheiro não balançou as redes nos jogos que fez pelo profissional, nas divisões de base ele chamou a atenção. Durante a disputa da Copa São Paulo de Juniores, Afonso ajudou o Atlético-MG a chegar até as semifinais do torneio e chamou a atenção do futebol europeu.

- Perdemos para o São Paulo de Kaká. Mas eu marquei sete gols no torneio e fui o vice-artilheiro da competição. Isso foi o suficiente para o Örgryte, da Suécia, se interessar por mim.

A saída pela porta dos fundos não deixou Afonso abatido. Ao contrário, serviram de estímulo para que conseguisse o tão sonhado sucesso na Europa, para finalmente ter o reconhecimento da torcida atleticana e brasileira:

- Joguei poucas partidas no profissional do Atlético. Não tive muitas oportunidades porque o clube tinha excelentes jogadores como Ramon, Rodrigo, Djair, Guilherme, Marques, entre outros. Mas foi uma experiência importante para mais tarde me firmar no futebol europeu e conseguir me destacar na temporada passada jogando pelo Heerenveen e finalmente chegando a Seleção Brasileira.

E as poucas oportunidades que teve no Galo, fazem com que Afonso não tenha dúvida ao dizer que clube ele gostaria de defender quando voltar para o Brasil.

- Ainda jogarei pelo Galo. Pois a torcida é maravilhosa e como diz a Galoucura: O Galo é Doido! Além disso, sou atleticano e estarei na minha cidade e perto da minha família – finalizou.